NOITE
Cássia Vicente


A noite chegava de mansinho...
nada mais seria pesado,
a leveza eram as aves
acariciando a lua cheia que
subia devagar sobrepondo
nuvens aqui e ali.

A noite o medo ia embora...
gostava do seu reflexo nas águas
límpidas e silenciosas.

As aves compunham melodia
quando se abriam em sonata
e chegava aos seus ouvidos
displicentes.

A noite cumpria promessas.




Tempo do nada
Cássia Vicente



Em tempo frio,
vazio de sol,
repleto de vento,
entre cobertores e meias,
de nariz gelado
e mãos frias,
nada é pesado.

Somado
ao quente coração
que,
atravessado
por uma saudade
sorri com os lábios cerrados
entre o cerrado e a água fria
do lago esverdeado.

Tempo do nada,
do curtir
a tarde
vazia
e
sorrir


Tempo de mudança
Cássia Vicente





Mudança de hábitos e hálitos.


Hábitos que formaram a carcaça,
vão por água abaixo,
se desmancham sem manchar
a límpida fonte.

Hálitos de vícios são lançados no lixo,
vão para o barranco abaixo
sem contaminar a terra,
se evaporam no vento.

É preciso ter coragem
para enfrentar os fantasmas
que habitam vícios e habitos
e mandá-los para o espaço.


Assino embaixo!
 

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