Despedida...
© Antonieta Elias Manzieri
 

Quando eu disse adeus com a voz cálida
e minhas mãos estavam frias,
não entendeste o que eu te ocultava,
eu não podia amar-te como querias.

Quando notaste meu olhar perdido na imensidão,
buscando ao longe divisar o infinito,
tentando desesperada ouvir tua voz na solidão,
tudo o que eu escutava, era meu próprio grito.

Quando olhaste nos meus olhos e percebeste
lágrimas escondidas em sorrisos disfarçados,
não eram de alegria, eram meus pesares,
que guardei por toda vida e jamais te foram revelados.

Eram as cicatrizes que a vida em mim deixava.
Indeléveis, doloridas, que magoaram e fizeram sofrer.
E cada vez que nelas eu olhava ou tocava,
sangravam novamente, não me deixavam esquecer.

Ah...
Mas quando eu disse adeus e pensaste que não fazia sentido,
achando que eram palavras pronunciadas, nada mais,
há muito eu já havia partido sem que tivesses percebido.
E por mais que procures, não me encontrarás jamais.

 


Poema derradeiro
©Antonieta Elias Manzieri
 

Para ti componho meus últimos versos,
meu poema derradeiro.
Quero deixar todo o passado submerso,
viro a página de quem foi meu amor primeiro.

Aparta-te para sempre da minha vida,
lembranças que magoaram os dias meus,
quero reatar o liame da meada partida
numa nova vida, reconstruir os sonhos meus.

Estou vivendo um novo tempo,
o porvir sorri um futuro promissor,
tudo o mais lancei no esquecimento,
despojei-me dos temores sem pudor.

Curte, pois, estas últimas palavras.
Saboreia-as, são meus derradeiros versos.
Não digas depois que não usei de boas falas,
é hora de mostrar-te o meu lado perverso!

Afinal, não sei por que te digo,
se nada te interessa, será que estás a me ouvir?
Sempre te comportas fingindo ser meu amigo,
só que, desta vez, não conseguiste fingir.

Guarda-os, são meus últimos versos,
ofereço-te este derradeiro relicário,
relê quando teus sonhos forem dispersos,
divaga nas lembranças, faze deles um escapulário.

 
 

MALEDICÊNCIA
©Antonieta Elias Manzieri


Inveja, erva daninha e rasteira...
Corrói o coração de quem a sente,
basta plantar uma única semente,
que germinará pela vida inteira.

Almas pequenas, pessoas incapazes,
alimentam-se da torpe mesquinhez.
Por ignorância, maldade, ou talvez,
para tripudiarem os que são capazes.

Invejam o que imaginam, sem se ater,
que o que vêem não reflete a verdade.
Vivem distantes da realidade, mas
sempre a cobiçar, sem fazer por merecer.

É fácil desmoralizar, inventar para ferir.
Sem respeito, seguem sem clemência,
descem ao último degrau, à decadência,
pelo simples prazer de nos denegrir...
 
 
 
 

Arte by SuelyDam

Tutorial Gracynha de Zane

Tubes : SuelyDam

Esta página é uma singela homenagem a minha amiga

Anny Manzieri (In Memorian)

que já retornou a verdadeira Pátria.