ETERNA DANÇA!
(ZzCouto)

(Humberto-Poeta)

 

Salão de festa ornamentado,
focos de luz, prata e dourado.
A orquestra toca suavemente
canções românticas de antigamente.

 

De fato eram salões de fina classe,
que em prata e ouro tudo reluzia;
tão boa era a orquestra que ali não havia
quem não se enternecesse e não dançasse...

 

Os namorados ansiosos,
formam casais amorosos.
Ensaiam passos, rostinhos colados,
dançando qual eternos namorados.

 

Ali uns cinqüenta ou uns sessenta pares,
talvez um pouco mais se assim quiseres,
de homens finos e esplêndidas mulheres
a sussurrar em sensuais olhares...

 

Sussurros aos ouvidos curiosos,
namoro, juras, gestos carinhosos.
Abraçadinhos, corações ofegantes,
delírios dos verdadeiros amantes.

 

Ah, quando hauríamos tais instantes ledos,
juras fazíamos de rostos colados,
e a meia voz, em tons bem reservados,
vinham à luz confidenciais segredos...

 

Vamos... dá-me tua mão,
vem dançar comigo no salão!
Quero te namorar, sentir teu perfume,
teu olhar provoca ciúme.

 

Vinha outra música e já levantavas
ali da tua cadeira à nossa mesa,
então eu via em tua pupila acesa
que ansiosa por dançar de novo estavas...

 

Vem... vem dançar, para o mundo apreciar,
no salão, nosso jeito de dançar.
Vivendo momento de felicidade,
mostrando que o amor não tem idade.

 

Querias gozar de novo a mocidade
e me dizias: “Vamos! Vem dançar,
nossos passos floreados reprisar,
mostrando que o amor não tem idade”!

 

Amado, essa dança é nossa...
No mundo não há quem possa
nessa noite, roubar-te de mim.
Eterna dança, num amor sem fim!

 

Findava tarde essa noite tão nossa,
mas já em casa nos vinha o mesmo ardor,
e ainda vem, pois nosso intenso amor
não há no mundo quem roubar-nos possa!