Felicidade, vem comigo, vem!
(Ruth Gentil Sivieri / Humberto Rodrigues Neto)

 

Sem rival, a tristeza era meu canto,
Entoado sempre no falar de amor,
Onde a desilusão era qual pranto
Derramado de um cântaro sem cor.

 

 Se um cântaro sem cor já foste um dia
guardando acerbas frustrações do amor,
vira-o de borco pra que a tua alegria
tome o lugar do antigo dissabor.

 

Mas, eu devolvo toda essa amargura,
Ao léu lançando-a qual imundo lixo,
Ficando apenas só com a ternura
Sem sujeitar-me mais a tal capricho.

 

Não aceitares esse tal capricho,
das tuas decisões é a mais segura;
varre, sim, o restolho para o lixo
e brune as pérolas da tua ternura!

 

Felicidade,  vem comigo, vem!
E pra irradiarmos somente a alegria,
Nós zarparemos no primeiro trem
Pra encher o mundo de amor e poesia!

 

Pra dar ao mundo amor e poesia,
pede à Felicidade o que convém,
e se aceitares minha companhia,
Eu tomarei contigo o mesmo trem!

 

Os que estiverem tristes pela estrada,
Verão em brilhos  nossos corações;
E aqueles com a vida abalroada,
Nem mais hão de lembrar suas aflições.

 

Não mais recordarão suas provações
os que seguirem  nossos áureos rastros,
porquanto a luz dos nossos corações,
menor não há de ser que a de outros astros!

 

 

 

 

Formatação e Arte: Jô Abreu
Música: Tristeza - Baden Povell